domingo, 30 de janeiro de 2011

Nitendo 3DS PES 11 análise


A Konami está empenhada em oferecer um novo alcance para Pro Evolution Soccer. A utilização que faz do 3D nesta versão de 2011, não reflecte somente um empenhamento em proporcionar profundidade ao futebol electrónico como vem sendo desenvolvido ao longo dos últimos anos. O que maravilhou Enamoto e Naoya Hatsumi, produtores, quando conheceram a 3DS, foi uma séria oportunidade para atribuir uma nova dimensão ao futebol virtual.
Tivemos a oportunidade de experimentar esta versão exclusiva de PES 2011 para a 3DS. À partida
e sem o efeito tridimensional não iria longe a diferença do jogo quando comparado com outras versões portáteis. Seria mais um PES adaptado para funcionar numa portátil. Contudo, não foi por acaso que os produtores insistiram no uso do efeito tridimensional para melhorar a experiência, acrescentando que há margem para inovar dentro do futebol virtual.
Com efeito, a primeira grande novidade para PES 2011 3D é a alteração na câmara. A nova perspectiva de jogo denominada de "player view", imediatamente nas costas do jogador, permite uma gestão mais eficaz do sistema de passes, mas sobretudo um contacto mais próximo com os colegas intervenientes ao longo de um desafio. A sensação de proximidade e de penetração no desafio, com intervenção nos cortes de bola e na desmarcação dos colegas mais avançados, são alguns dos aspectos marcantes.
'Pro Evolution Soccer 2011 3D' Screenshot 1
Aí está, Messi na capa.
Isto não exclui algumas dificuldades quando o jogo decorre nas costas e temos de efectuar uma movimentação de 180 graus para desenvolver o jogo defensivo. Por outro lado, sentimos que há uma limitação, através desta perspectiva, na observação da movimentação do colectivo, pelo menos para quem chega ao jogo com o hábito implementado a partir do PES versão consola doméstica e normalmente fica com boa parte do ecrã disponível para acompanhar as transições da equipa. Apesar disso a Konami sempre adianta que os jogadores poderão participar no jogo recorrendo às perspectivas tradicionais; Enamoto e Hatsumi falaram em 5 diferentes perspectivas, uma delas a partir da bancada, como se o jogador fosse um espectador atento ao desenrolar do desafio.
Na demonstração que tivemos acesso estivemos limitados à "player view". Para qualquer uma das outras perspectivas, os produtores reforçam que o efeito 3D permitirá sempre uma maior profundidade. A partida que disputamos opôs o Barcelona ao Real Madrid (as únicas equipas disponíveis). Não conseguimos igualar o feito de Guardiola quando há uns meses ganhou a Mourinho por uma mão cheia de golos, mas conseguimos empatar o jogo na segunda parte (1-1), numa notável desmarcação para Messi (capa de jogo), que perante o guarda redes, teve pontaria suficiente para abanar a rede.
Em termos de apresentação gráfica, PES 2011 3D revela-se bastante competente. A partida decorre com fluidez e o ambiente no estádio e no relvado dá sinais de animação. Faltou-nos mais algum tempo para sugar até ao tutano a experiência, mas no que respeita à movimentação do jogador, o uso do analógico revela-se eficaz. Através da "player view", o jogador assume o controlo do detentor da bola, pelo que, qualquer passe em profundidade, curto, ou tabelinha, importa um acompanhamento da câmara, de uma forma suave e que facilita a leitura do jogo. Ao mesmo tempo, há um indicador sob os pés do jogador que aponta para onde o mesmo está a dirigir e para onde remeterá o esférico se pressionar o botão para passe.
Nestes exercícios de passes curtos ou longos, não tivemos grande dificuldade na adaptação, especialmente no uso do botão analógico e, posto algum tempo de adaptação, conseguimos causar danos na área defensiva do Real Madrid. O efeito tridimensional está bem conseguido, não apenas na perspectiva que acompanha o jogador, mas na repetição dos lances mais importantes, especialmente nas imagens por detrás da baliza, quando a partir daí observamos uma bola em aproximação disparada de longe.
'Pro Evolution Soccer 2011 3D' Screenshot 2
Só com o efeito 3D para se perceber a profundidade.
No que respeita aos modos de jogo, os produtores revelaram que através do StreetPass os jogadores poderão fazer partidas entre si para a Master League – novamente o eixo do jogo -, através de duas modalidades, alimentando as tabelas de pontos de uma forma particular. Estando as consolas em "stand by" e sem que dêem conta, haverá desafios a decorrer, com resultados finais, tudo operado pelo confronto de números, o que nos leva a supor que na eventualidade de encontrarem um adversário com dados estatísticos favoráveis e elevados, as chances para lhe ganhar serão escassas. Não obstante, será possível desafiar outros jogadores através do Street Pass para partidas em braço de ferro.
De lado parece ter ficado qualquer chance para competir on-line através do SpotPass, o que significa que o único grau de rivalidade disponível nesta versão 3D será estritamente de âmbito local, via Wi-Fi da consola (wireless match). O rol de opções de jogo inclui o seguinte; Exhibition, UEFA Champions League, Master League, StreetPass, wireless match e Edit Mode.
PES 2011 em 3D agradou-nos, não apenas no efeito tridimensional, mas na boa execução dos passes e remates através do analógico. Infelizmente não pudemos jogar com diferentes perspectivas para lá da "player camera" mas dos jogos que fizemos, há motivos para aguardar com optimismo pelo produto final. A Konami pretende evoluir e levar o jogador a experimentar uma nova sensação quando confrontado com o efeito tridimensional.

Fonte : http://www.eurogamer.pt

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